Durmo e perco-me de mim

Neste vasto e fecundo nada

Que é o sonho

Onde não me conheço

Mas me sinto finalmente eu.

 

Certifico-me da frágil e efêmera

Verdade de mim

 

Vagueio por aí

Entre a fronteira do ser e não ser

E tudo é por demais extenso

Para o pouco ser que se é.

 

Mais uma vez

Tudo se resume à prima questão

“ser? Porque não Ser?!”

(nandi, 2002)

sexta no shopping: uma história [quase] verdadeira

 

Ela é bonita mas não sabe. Ele tem medo de ficar careca. Realçou os olhos verdes com um preto que seduz e agride. Está feliz mas receoso. Relação começando, mãos que se seguram, almas que o fazem apenas por breves instantes para logo depois se esconder atrás de olhares tímidos à espreita da próxima oportunidade. A sensação incomoda de não saber o que dizer. De ser tão próximos mas ainda assim distantes. Os serás se multiplicam.

Ao sair de casa ele lustrou pessoalmente os sapatos e conferiu repetidamente o cabelo cortado de véspera para a ocasião. E se ela notar e não gostar?

Ao sair de casa ela lustrou pessoalmente os lábios e conferiu vezes repetidas o decote especialmente recheado para a ocasião. E se ele não notar? E se não gostar?

Caminham por aí imersos em pensamentos particulares. Ela: considerando as vantagens decorrentes de uma porção extra de testosterona. Ele: navegando em vales profundos. Passam por mim e, distraidamente, sorriem. Sorrio de volta. A vida é bela, os passarinhos azuis andam à solta e está finalmente na hora de voltar para casa.

uma quinta-feira qualquer

O meu humor melhorou consideravelmente hoje!  Ganhei um presente inesperado de uma pessoa muito querida. Não foi o presente em si, foi o seu significado. Significa que alguém pensou em você por um tempo um pouco maior que o costume, planejou uma ação que sabidamente nos fará, no mínimo, esboçar um sorriso, e mais do que tudo isso... a executou! Gestos espontâneos sempre me comovem mais do que ações planejadas em datas pré-programadas.

Semestre novo, recém estreado em matéria de provas. Adivinha se vai ser difícil?

"Toda a vez que penso

numa coisa boa

fico alegre.

 

Toda a vez que penso

numa coisa triste

tento ser breve."




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BRASIL , Sudeste , Cidade Maravilhosa , triste às vezes, feliz quase sempre , Mulher , de 20 a 25 anos , Zulu , Livros , Arte e cultura , Medicina, violão
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