terramoto á vista... pra variar! nem esquento mais...
mona lisa
Era mais um daqueles dias típicos de verão com as praias repletas e gente espalhada por tudo quanto fizesse lembrar minimamente um terraço onde formigavam autênticos depósitos humanos de cevada. Pais e mães de família desesperados por diversão, ou por pelo menos parecer divertidos, procurando sugar até à vermelhidão quase cancerígena os fartos ultravioletas... tentativa aflita de fazer render os parcos dias de férias .
Aquela praia não era exceção, mas ela parecia alheia à explosão de vida que se sucedia em volta. Como se a alma se tivesse, por momentos, despido do corpo e esse tivesse ficado por ali, esquecido...
Um sorriso de Mona Lisa dos tempos modernos enfeitava-lhe a boca demasiado grande. O sol, àcido, estranhamente acalentava. O passado turbilhonava na cabeça, passado só há pouco passado. Passado que invalidava completamente a possibilidade de futuro. O sorriso esmorece nos olhos, pequenas perolas negras, que se aproximam primeiro para depois se fecharem. Um grito é sufocado na garganta. Uma criança pequena foge assustada e observa de longe debaixo da toalha materna. As lagrimas se somam ao mar calmo e antecipam a maré cheia.
Remoeu o começo de tudo, a festa, o jantar onde ninguém tinha fome mas que servira como pretexto, a mesma praia com um universo inteiro de estrelas que nem de longe tinham o brilho dos olhos de quem reconhece o seu último primeiro encontro. O brilho impresso nos olhos de ambos.

(e agora? como será que eu termino a história? aceito sugestões!)
Fernando é quem sabe das coisas!!"
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
(...)
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma. "
...com sabor de fruta mordida...!
Tem gente de quem gostamos, tem pessoas que queremos sempre por perto, e tem aquelas de quem precisamos para viver (mesmo que apenas pelos próximos 2 meses). Como se constrói o “tipo” preferencial? Porquê Sicrano sim e Beltrano jamais? Que conexões se estabelecem, que proteínas são essas, que neurAtransmissores são esses me fazem preferir o Gianechinni e dispensar o Brad Pitt? ;-) Depois de muito pensar ( 
) amealhei alguns motivos:
1-Identificação é fundamental. Gostamos de padrões já testados e aprovados. Gostamos do que estamos habituados, pessoas parecidas com os nossos pais, por exemplo. Edipiano, mas factual.
2-Mas também gostamos do misterioso, do perigo. Gostamos do diferente: os opostos se atraem. Gostamos das qualidades que os outros têm e que gostaríamos de ter.
3- Nos amamos acima de [quase] tudo e o nosso ego às vezes prevalece. Queremos por vezes apenas sair por aí exibindo nossos troféus em entalhe de gente.
4-Gostamos de viver e temos medo da morte e do infortúnio: por isso amamos pessoas que nos trazem a segurança do champanhe nosso de cada dia...
Teorias à parte, encontrar um amor verdadeiro e que dure eternamente tem sido o grande sonho romantico da civilização ocidental... deve ser bom então, né?!

pra variar... Chico!
Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Junto a mim morava a minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dono dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a a enganar nuca me via
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha
Elas andam por aí pelas ruas e pelas calçadas. Ultimamente quase já não as vejo. Questão de defesa pessoal, auto proteção. Não são quem parecem, também não parecem ser o que são. Andam juntas em comunidades parecidas com a família de cujos rostos quase não se recordam mais. De manhã, logo cedo, o sol as surpreende na sua forma verdadeira. Estão por aí na porta das lojas adormecidas, cobertas pelo manto de inocência que só as primeiras horas do dia surpreendem. Crianças que finalmente são, sonham sonhos felizes, alhéias à vida que segue lá fora. Até ao primeiro chute, o primeiro grito do dia, a primeira fome.
uma semana que passou...
semaninha complicada! prova de nefrologia consumiu todas as energias, nem dei muita atenção prás minhas pacientes tadinhas! a prova em si foi ridícula! atitude ridícula,professores ridículos, atitude inacreditável, nem mesmo na unirio achei que isso pudesse acontecer!
A Decência anda perdida por aí, se encontar mande pro Gafréé! sua saúde há de agradecer um dia!
Hoje: passeio ecológico pelo Jardim Botânico e Vivo Open air! nunca tinha ido! pena q não deu pra ficar na festinha
q ia rolar depois da 2ª sessão d cinema! visual 100% nota mil! rsrs Jockey Club chiquetérrimo adorei!
Domingo de Páscoa no Shopping- outra história [quase] verdadeira...
A data festiva tinha-os feito trocar os chopes habituais madrugada a dentro (e madrugada afora!) pelo burburinho vespertino do shopping lotado. Trajava berbudas pastéis, blusa desbotada fazendo coro com o rosto desbotado pelos anos passados atrás do balcão. Tinha servido bebida a milhares como ela, porém a nenhuma igual. Daquelas mulheres que são com toda a falta de propriedade chamadas de gordas. As generosidades espremidas na blusa pink tentando a todo o custo de libertar e aproveitar a agitação do shopping. 45? 50? concerteza sofridos. A gargalhada súbita confirma. É ampla e forte como os seios, triste como o olhar que aceita calado beijos do quase estranho que a escuta enlevado. "Nunca apareceu um homem que prestasse. Não pude criar. Me chamam de tia, tem roupas boas e viajam para onde querem".
"Maria era o nome da minha mãe" sussura esfregando edipianamente a face nas farturas dela, que nunca tinham conhecido as funções leiteiras habituais. "Nunca dei os peitos para elas". Não contou que os dava nos meses seguintes aos marmanjos da praça depois das funções de amor. Aconchegava e ninava até que a lua se despedisse.
Ele falou dos pais e da infancia suburbana, contou que fugia dos meninos que faziam piadas da sua ascendência lusitana. Não falou de Suzete, paixão repentina que se fora sorrateiramente junto com a aposentadoria do mês. Contou sim das sextas feiras da sua juventude, quando se iniciou nas artes do carteado. Até hoje poucas vezes tinha perdido.
Sairam da mesa mãos dadas, almas desconectadas. Ele receoso com a aposentadoria do mês seguinte, ela pesquisando chocolates para as sobrinhas.
Paola, eu, Helena e participação especial do Fernando!

os animais mais práticos demarcam território com urina. Seres humanos fazem-no com portas cerradas. Por via das dúvidas tenha sempre uma janela por perto, ou um bom marceneiro.

EU ANDO PELO MUNDO PRESTANDO ATENÇÃO
EM CORES QUE EU NÃO SEI O NOME
CORES DE ALMODÓVAR
CORES DE FRIDA KAHLO, CORES
PASSEIO PELO ESCURO
EU PRESTO ATENÇÃO NO QUE MEU IRMÃO OUVE
E COMO UMA SEGUNDA PELE, UM CALO, UMA CASCA,
UMA CÁPSULA PROTETORA
EU QUERO CHEGAR ANTES
PRA SINALIZAR O ESTAR DE CADA COISA
FILTRAR SEUS GRAUS
EU ANDO PELO MUNDO DIVERTINDO GENTE
CHORANDO AO TELEFONE
E VENDO DOER A FOME NOS MENINOS QUE TÊM FOME
PELA JANELA DO QUARTO
PELA JANELA DO CARRO
PELA TELA, PELA JANELA
(QUEM É ELA, QUEM É ELA?)
EU VEJO TUDO ENQUADRADO
REMOTO CONTROLE
EU ANDO PELO MUNDO
E OS AUTOMÓVEIS CORREM PARA QUÊ?
AS CRIANÇAS CORREM PARA ONDE?
TRANSITO ENTRE DOIS LADOS DE UM LADO
EU GOSTO DE OPOSTOS
EXPONHO O MEU MODO, ME MOSTRO
EU CANTO PRA QUEM?
PELA JANELA DO QUARTO
PELA JANELA DO CARRO
PELA TELA, PELA JANELA
(QUEM É ELA, QUEM É ELA?)
EU VEJO TUDO ENQUADRADO
REMOTO CONTROLE
EU ANDO PELO MUNDO E MEUS AMIGOS, CADÊ?
MINHA ALEGRIA, MEU CANSAÇO?
MEU AMOR CADÊ VOCÊ?
EU ACORDEI
NÃO TEM NINGUÉM AO LADO
PELA JANELA DO QUARTO
PELA JANELA DO CARRO
PELA TELA, PELA JANELA
(QUEM É ELA, QUEM É ELA?)
EU VEJO TUDO ENQUADRADO
REMOTO CONTROLE
(Adriana Calcanhoto)

Pedro, o marinheiro.
Era marinheiro porque era a única coisa que se imaginava a fazer. Corpo confirmando a profissão, esculpido em perfeita obra de artista onde o avançar da idade só se adivinha pelas mãos salgadas e sexagenárias. Pele reluzente de tanta negritude. Olhos brincalhões numa face serena iluminda por vezes por um largo sorriso onde os dentes constituem artigo indefinido. Coroando, escassos fios se entrecruzam no alto da cabeça e nos dias de ventania maior fazem voltar ao uso a velha máxima do "poucos mas bons!" rodopiando tal qual bailarinas loucas.
"Pedro, o marinheiro" assim era conhecido e o condensado sumário nome- profissão era tudo o que se sabia. O primeiro nome herdou-o do pai, o segundo do contagiante entusiasmo com que exercia a profissão. Não se lhe conhecia outra paixão que não fosse o mar. -"Sou marinheiro." - anunciava, antes mesmo de dizer o nome. Observação inútil, pois de longe se adivinhava já o ganha-pão. Andava com aquele balancear de quem está habituado à eterna cadência das ondas. Vivia em parte alguma mas em nenhuma parte deixava de surgir quando os seus pouco acostumados pés pousavam em outra superfície que não o conês. Nessas raras alturas, rodeava-se de crianças que vinham afoitas escutar as histórias dos destinos fantásticos conhecidos nas suas andanças marrítimas.
-"Há reinos por este mundo fora- contava para a platéia atenta- que o sol nunca visita e onde as pessoas têm de conviver com monstros gigantes..." -"Histórias de marinheiro!"- desdenhavam os mais velhos, mas às crianças, e eram muitas as que vinham para o escutar, nem se lhes passava sequer o desejo de duvidar. Animado pela curiosodade dos mais novos, Pedro continuava:
-"Esta cruz que carrego no peito fez, em tempos, parte de um tesouro magnífico guardado por um ´dragão dos mais terríveis que já conheci..." A imaginação voava já solta pela criançada e, papéis trocados com o narrador, travavam-se batalhas emocionantes com seres fantásticos por tesouros incalculáveis.
Certo dia Pedro desapareceu. Não era mais um daqueles desaparecimentos corriqueiros, sentia-se no ar que era para sempre. Das lendas que surgiram, aquelas que os meninos -já homens feitos- mais gostavam e repetiam em variadíssimas versões, falava de um estranho chamamento do seu grande amor de sempre e um convite irrecusável para se juntar ao que mais amava.
Passou a ser ele próprio mar. De corpo e alma.
Outro dia mataram um monte de gente só por diversão... e o Rio de Janeiro continua lindo... !?

PS: não parece q Van Gogh andou passeando pela baia de guanabara?! Tomara q não tenha sido assaltado..
morreu o Papa
O Papa morreu. Não sou católica, aliás ultimamente não sei bem como me definir em termos religiosos. Um homem interessante mas desesperadamente só, é como eu sempre o vi. Um grupo de gente se reuniu um certo dia e decidiu que aquele homem seria o "representante de Deus na terra". Porquê ele nunca saberemos. Uns dirão que foi por revelação divina ... sei lá! Mas o que eu sempre pensei quando olhava para ele da tv (e daquela vez, aos 6 anos em que, encarrapitada nas costas de alguém, o vi passar na av. principal de Guiné-Bissau) é que deve ser triste viver assim. Isolado do mundo, tipo comentarista da tv, só que habitando uma bolha (o Vaticano deve ser uma bonita bolha mas o adjetivo não desqualifica o substantivo!), criticando de longe maldades alheias, no país dos outros, sem família por perto e, certamente sem muitos amigos em volta. Certamente? pelo menos foi o que sempre achei. Deu na tv que foi o Papa que mais viajou, passeou pelo mundo todo para conhecer pessoalmente as mazelas mundiais. Não teve vida fácil e a morte não foi diferente. A infância e a juventude foram sofridas. Foi um diplomata brilhante. Um conservador revolucionário. Lidar com a severidade e todas aquelas regras da igreja católica também não deve ter sido tarefa fácil. E seguir apesar de todos os pesares cumprindo a missão que assumiu, menos ainda. O Papá morreu. O que será de nós agora? sei lá (mais uma coisa das que eu não sei!)
. Seriam nossos destinos mudados pela morte desse alguém tão distante? E o que virá depois, que páginas serão escritas a partir de hoje? Quem viver, verá!...
falta vontade para estudar... os rins continuam um mistério para mim! essa complexidade toda... e ainda dizem que somos mero produto de sucessivos acasos que deram certo...
...50 pág depois: Deus é foda!... num sei o quê que eu faço por aqui, pra quê que eu existo (além do fato de tirar nota ruim em DIP)... mas que ele sabe o que faz, lá isso sabe!
Quando eu morrer quero girassóis! Nada de rosas que de espinhosa já basta a vida. Girassóis porque nos ensinam a flexibilidade de procurar a SOLução mais adequada. Porque são lindos e duram pouco, como a vida.

dia de estudar bastante... será que desta vez a memória persiste?

"mentiras sinceras me interessam..."
para certo um prof...
sempre Chico!
"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
(...)Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
(...)Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro (...)"
o saber anda à espreita. quilos de conhecimentos querem um relacionamento comigo! será que devo dar bola?
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Meu Perfil BRASIL , Sudeste , Cidade Maravilhosa , triste às vezes, feliz quase sempre , Mulher , de 20 a 25 anos , Zulu , Livros , Arte e cultura , Medicina, violão MSN - |
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