tentativas poéticas

espero por ti

Já nem durmo

para não sonhar

-receio o pesadelo de te perder

sem te ter tido sequer-

sinceramente, nem sei

se erro em chamar por ti

 

Já nem te chamo

nem peço para voltar

resta-me apenas a espera insana

-esta insensata esperança humana!-

por algo que não sei se terei

 

Já nem saio daqui

Já nem vivo sequer

existo somente

na esperança demente

de -qualquer dia- te ter

 

Já nem durmo

já nem te chamo

Já nem vivo sequer

e num canto qualquer

desta cidade

espero por ti: felicidade

(nandi, 1999)

o vôo

Desperto por fim deste sonho azul

que foste tu em tempos

Esvai-se finalmente a "paz sem chão"

e já só resta

a saudade do que senti um dia

Em mim, a alegria e a amargura

se disputam numa dança frenética

que tem minha alma

como único espectador e indeciso juiz

Amargura de te saber passado

Alegria de me saber de novo livre...

Sorrindo contemplo estas novas asas que ganhei

volto-me por momentos para o adeus final

e, calmamente, levanto vôo.

(nandi, 2003) 

 

 




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BRASIL , Sudeste , Cidade Maravilhosa , triste às vezes, feliz quase sempre , Mulher , de 20 a 25 anos , Zulu , Livros , Arte e cultura , Medicina, violão
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