espero por ti
Já nem durmo
para não sonhar
-receio o pesadelo de te perder
sem te ter tido sequer-
sinceramente, nem sei
se erro em chamar por ti
Já nem te chamo
nem peço para voltar
resta-me apenas a espera insana
-esta insensata esperança humana!-
por algo que não sei se terei
Já nem saio daqui
Já nem vivo sequer
existo somente
na esperança demente
de -qualquer dia- te ter
Já nem durmo
já nem te chamo
Já nem vivo sequer
e num canto qualquer
desta cidade
espero por ti: felicidade
(nandi, 1999)
Escrito por nandi às 20h54


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